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FUTEBOL
Ceni deve estar ciente dos problemas do Cruzeiro

Rogério Ceni é a nova aposta do Cruzeiro. Depois da demissão do técnico Mano Menezes, Ceni foi procurado e aceitou – quando o Atlético mandou Levir Culpi embora, o então técnico do Fortaleza não quis se transferir para a Cidade do Galo. Claro que o Cruzeiro deve ter chegado com um caminhão de dinheiro. Ceni não trocaria o certo pelo duvidoso, ainda mais por ter o grupo do Fortaleza nas mãos, ser ídolo da torcida e não correr o menor risco de cair. Porém, o Cruzeiro dá mais visibilidade, tem mais chances de ganhar taças e a projeção é outra.

Ceni amadureceu muito desde que deixou o São Paulo, está realmente pronto para alçar voos maiores. Resta saber com que dinheiro o Cruzeiro pretende pagar seus salários e luvas, já que o clube está com dívida de R$ 500 milhões, seus dirigentes envolvidos em suspeita de corrupção e salários atrasados.

Ele deve estar ciente da situação do clube, dos riscos de queda para a Segundona (embora haja muitos times ruins) e do péssimo momento vivido pela equipe, com jogadores com futebol abaixo da crítica. Se não encaixar logo uma série de vitórias, a coisa poderá se complicar. Porém, Ceni também corre o risco, positivo, de chegar à final da Copa do Brasil em apenas uma partida. Para isso, basta o Cruzeiro derrotar o Inter no jogo de volta, em 4 de setembro, no Beira-Rio, por dois gols de diferença, ou por 1 a 0 e levar a decisão para as penalidades.

Convivi com Ceni durante a Copa do Mundo de 2002. Um caráter ímpar, um cara espetacular, e que por ter atuado como goleiro deve ter aprendido muito de esquema tático, pois via a partida toda ali de trás. Deve ter uma boa leitura de futebol. Boa sorte, Ceni. Você é um ídolo nacional.

Na cabeça
O Atlético, de forma surpreendente, ocupa as primeiras posições na tabela do Brasileirão, contrariando todas as expectativas. Com um grupo fraco e limitado, ninguém o colocava como um dos favoritos, mas ele se mantém firme entre os ponteiros. Deve isso a três fatores: A entrada do técnico Rodrigo Santana, a barração do péssimo Luan e, fundamentalmente, a volta ao Independência.

Quando a diretoria levou os jogos da Libertadores para o Mineirão, fui contra. Disse que o Galo não se classificaria. Não deu outra. Foi eliminado na primeira fase. Neste Brasileiro, inventaram de levar o jogo contra o Palmeiras para o Mineirão. Se deram mal outra vez. Gente teimosa, que não dá a mão à palmatória.

No Horto, a torcida joga com o time, exige mais dos atletas e aquele caldeirão vira um inferno para os adversários. Foi por isso que o Galo teve suas mais expressivas conquistas, recentemente, na administração Kalil. Visionário, percebeu que naquele estádio o Galo era quase que imbatível. O próprio técnico Vanderlei Luxemburgo disse que, se na sua época no Galo, o clube tivesse o Independência, a história seria outra e ele teria vencido.

Contra fatos, não há argumentos. Enquanto mandar seus jogos no Horto, o Galo tem chances de sonhar com vaga na Libertadores, pois em título continuo não acreditando, embora não haja uma equipe referência no Brasil. Agrada-me muito a forma de jogar do Santos com Jorge Sampaolli, pela vontade de vencer e por ter um time sempre ofensivo. Foi derrotado pelo São Paulo, mas, na maioria dos jogos, vai vencer tamanha sua qualidade no ataque.

Técnicos brasileiros

Concordo com o colega Mauro Cezar Pereira, a quem nem conheço pessoalmente, quando critica a maioria dos técnicos brasileiros. O que a gente vê são retrancas de Norte a Sul do país. Exceto Renato Gaúcho,  Luxemburgo, Sampaoli e talvez mais um ou dois, o resto tem acabado com o futebol brasileiro. Vou além: os técnicos gaúchos, com seu estilo pegador, de força, marcação, fizeram muito mal ao futebol. Felipão, Dunga, Mano Menezes, Tite, todos gaúchos, treinaram a Seleção. Tite ainda treina. Talvez aí esteja a explicação para não ganharmos Copa do Mundo há quatro edições, caminhando para a quinta, no Catar. O futebol brasileiro anda pobre de talentos e de jogos bonitos. Ganhar a qualquer preço é a máxima. Talvez por isso, Telê Santana e Carlos Alberto Silva tenham nos deixado mais cedo. Eles não suportariam essa mediocridade de hoje. Temos uma geração de técnicos chegando com visão ofensiva. Precisamos ter paciência a dar a eles tempo e tranquilidade para que possam impor sua filosofia de trabalho.

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