O Japão está se preparando para prorrogar o estado de emergência causado pelo novo coronavírus, inicialmente planejado para terminar em 6 de maio, por cerca de um mês, disseram fontes do governo à Reuters nesta quinta-feira, apesar de alguns outros países terem começado a reabrir depois de isolamentos rigorosos.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, disse ao Parlamento que consultará especialistas em doenças infecciosas para saber se deve renovar a emergência, que ele declarou no dia 7 de abril em sete municípios, incluindo Tóquio.

O ministro da Economia japonês, Yasutoshi Nishimura, disse que a reunião com os especialistas ocorrerá a partir das 10h de sexta-feira.

O estado de emergência dá mais poder para os governadores locais instruírem as pessoas a ficarem em casa e pedir aos comércios que fechem, mas não estabelece penalidades para a maioria dos casos de descumprimento, fiando-se na pressão social e no respeito pela autoridade.

Como a declaração de emergência deve terminar no final dos feriados da Semana Dourada, ainda há sinais preocupantes de que o regime de poucos exames do país está subestimando muitos casos de coronavírus.

Ao mesmo tempo, dados que mostram a confiança do consumidor em uma baixa recorde, além das quedas de produção industrial e das vendas no varejo, ilustraram os danos econômicos do vírus.

“Gostaríamos de consultar os analistas e as opiniões dos especialistas”, disse Abe ao Parlamento, referindo-se a uma possível prorrogação da emergência. Ele disse que quer tomar uma decisão antes do último minuto.

O Japão soma mais de 14 mil casos confirmados de coronavírus e 436 mortes, de acordo com a emissora pública NHK, cifras ainda muito menores do que as vistas nos Estados Unidos e em países da Europa.

Dos casos confirmados, mais de 4 mil surgiram em Tóquio, e 46 nesta quinta-feira, noticiou a mídia.

O Japão tem realizado 1,3 exame de coronavírus para cada mil pessoas – na Coreia do Sul são 12 e nos EUA são 18, segundo números compilados pela consultoria Our World in Data.

“O Japão deveria ter agido mais rápido, se isolado e contido em um período de tempo menor”, disse Kenji Shibuya, diretor do Instituto de Saúde da População do King’s College de Londres.

As autoridades de saúde dizem seguir diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) quanto aos exames, e que uma expansão dos testes poderia inundar hospitais já sobrecarregados com casos leves.

Terra.com.br

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