O modelo de coletiva de imprensa do governo federal sobre a crise do coronavírus mudou. A partir desta segunda-feira (30), as coletivas serão comandadas pelo ministro chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto, e contarão com a presença de ministros de outras áreas. O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, concedeu entrevista coletiva ao lado de seus colegas nesta tarde, no Palácio do Planalto, sobre as ações de enfrentamento ao coronavírus. Também participam os ministros da Cidadania, Onyx Lorenzoni; da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas; e da Advocacia-Geral da União (AGU), André Luiz de Almeida Mendonça.

De acordo com Braga Netto, a mudança se deve à natureza tranversal da crise do coronavírus, que necessita da atuação conjunta de diversas partes do governo. “É um novo formato, com conceito ampliado de coordenação e controle”, alegou Mandetta, o último a falar no Planalto. Depois que todos os ministros falaram, foi aberto espaço para perguntas e Mandetta fez o balanço diário dos números do Ministério da Sáude, ao lado dos técnicos da pasta.

Antes, as coletivas de imprensa aconteciam no Ministério da Saúde, com a participação de Mandetta e de dois ténicos da pasta: o secretário-executivo João Gabbardo e o secretário de Vigilância em Sáude, Wanderson de Oliveira. Agora, os técnicos apenas participam da apresentação dos números, mas não respondem questionamentos.

Discordância interna

Nos bastidores do governo, há rumores que as mudanças se devem à insatisfação do presidente Jair Bolsonaro com o protagonismo de Mandetta na crise. Enquanto o ministério defende o isolamento horizontal, da maior parte da população, o presidente é a favor do vertical, no qual somente as pessoas do grupo de risco devem ficar em casa.

Ao final da coletiva, um repórter questionou os ministros sobre o ato do presidente Bolsonaro desse domingo (29). Contrariando as recomendações de seu próprio Ministério da Saúde, Bolsonaro foi às ruas de Brasília e teve contato próximo com apoiadores. “O presidente saiu ontem para fazer as visitas, pode?”, perguntou o jornalista.

Nesse momento, Braga Netto fez um sinal com a mão, indicando para finalizar. A funcionária que estava organizando as perguntas afirmou que a coletiva deveria se encerrar em função do tempo. Sem poder responder, Mandetta deu um leve sorriso e abriu as mãos.

Atualização

Segundo balanço divulgado nesta tarde pelo Ministério da Saúde, o número de mortes em razão do novo coronavírus (COVID-19) subiu de 136 para 159 de domingo (29) para esta segunda (30). Já os casos confirmados saíram de 4.256 para 4.579.

A menina tinha febre há três dias e deu positivo para o vírus, disse outro porta-voz, Steven Van Gucht.

Até esta terça-feira (31), este país de 11,4 milhões de habitantes contabiliza 12.775 casos confirmados de novo coronavírus.

Na semana passada, uma adolescente de 16 anos morreu na França, um caso que abalou a opinião pública.

Estado de Minas

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