(Foto: Pedro Souza/Atlético)

Dois dos principais ídolos do Atlético nos últimos anos, destaques na campanha vitoriosa que levou ao título inédito da Copa Libertadores de 2013, o goleiro Victor e o zagueiro Réver demonstram otimismo no trabalho do técnico Jorge Sampaoli. Os veteranos, de 37 e 35 anos, respectivamente, apostam em boa participação no Campeonato Brasileiro e consideram que a pandemia do novo coronavírus, embora tenha forçado a paralisação de eventos esportivos, teve o lado benéfico ao permitir um período de preparação e adaptação ao estilo do novo treinador.

Réver e Victor participaram do Caioba Game Show, comandado pelo comentarista Caio Ribeiro. Ambos em baixa, os ídolos alvinegros vêem o aspecto positivo da pandemia, já que Sampaoli terá mais tempo para ajustar o time e mostrar ao grupo o esquema tático a ser implantado. Embora só tenham elogios ao comandante argentino, questinados pelo apresentador, os dois listaram os treinadores preferidos ao longo da carreira e concordaram com duas indicações: Vagner Mancini e Paulo Autuori.

Pandemia e Sampaoli

Sobre os treinos comandados por Sampaoli, Réver entende que a pandemia do novo coronavírus, embora tenha prejudicado o lado físico com a paralisação do futebol, deu tempo para os jogadores se adaptarem ao estilo do argentino. “Por mais difícil que seja falar isso, essa pandemia nos ajudo nesse período de treinamento para trabalharmos nossas deficiências e encaixarmos dentro daquilo que ele pede”, avaliou.

Um dos aspectos cobrados muito pelo treinador, segundo o zagueiro, é a marcação adiantada para tirar espaços do adversário. “A história do Atlético é assim, jogar para frente e isso encaixa com o que o Sampaoli pretende fazer, essa linha alta. Isso precisa ser aprimorado, pois mudar a característica dos jogadores requer tempo. Acredito que tem tudo para dar certo”, acrescentou.

Victor também analisou os dois lados da paralisação forçada pela COVID-19. “Se tem algo positivo dessa pandemia, ganhamos tempo para treinar, nos preparar, compreender, ter um entendimento melhor da proposta do treinador. Por pior que seja para nós, para o torcedor, ficar sem o futebol, sem jogar, se você buscar perspectiva positiva acho que seria no sentido de trabalhar e nos adaptar ao trabalho que é proposto. Quando os jogos voltarem vai faltar aquele ritmo, mas conceitualmente a gente vai estar muito bem trabalhando dentro da proposta de jogo que o Sampaoli sempre busca”, projetou.

Treinadores

Perguntados sobre os melhores treinadores com os quais trabalharam no futebol, Réver e Victor concordaram com dois nomes: Vagner Mancini e Paulo Autuori. Em relação ao primeiro, os dois foram comandados por ele no Paulista, de Jundaí, que conquistou o título inédito da Copa do Brasil de 2005, em decisão contra o Fluminense, favorito. Na época, o zagueiro e o goleiro estavam em início de carreira e buscavam afirmação no futebol.

“Tive bons treinadores, sabe, não posso reclamar muito. Tem um cara que eu tenho um respeito muito grande, que é o (Vagner) Mancini, que acabou me lançando para o futebol brasileiro. Mas tem um cara que tenho um carinho especial que é o Paulo Autuori, que é um excelente treinador e que dispensa comentários”, indicou o zagueiro

Victor foi além e citou mais nomes que o companheiro. “Eu vou quase fazer um Control C, Control V, aqui, sabe. Porque realmente, o Mancini é um treinador que eu tenho um carinho, um respeito muito grande, uma gratidão muito grande, por ter me aberto as portas para o futebol. E também pela competência dele, obviamente”, apontou.

“Acho que também teria que agradecer ao Mano Menezes, que foi o cara que colocou meu nome na mesa de contratações para o Grêmio. Tive a oportunidade depois de agradecê-lo pessoalmente e agradeço aqui publicamente. Ao Celso Roth, o cara que me bancou no início da carreira no Grêmio. O Cuca, que foi o treinador que pediu para me contratar no Atlético, abriu as minhas portas aqui no Atlético”, acrescentou o goleiro.

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