O Cruzeiro terá nesta sexta-feira reunião com o empresário André Cury, cuja pauta principal seria o contrato firmado com o zagueiro Ramon, ex-Vitória, na gestão do ex-presidente Wagner Pires de Sá. Entretanto, segundo apurou o Superesportes, os destinos do zagueiro Leo, do atacante David e do volante Éderson também serão discutidos no encontro.

Vinculado ao Cruzeiro até dezembro de 2022, Leo tem salário bem acima do teto de R$ 150 mil que chegou a ser estipulado pelo ex-CEO do clube, Vittorio Medioli. Ainda que ocorra flexibilização desse limite, conforme indicado pelo diretor de futebol Ocimar Bolicenho, a transferência do camisa 3 não está descartada. E o principal interessado no empréstimo de um ano é o Bahia, que contratou em condição semelhante o volante Jadson.

Na Toca desde 2010, Leo, de 31 anos disputou 380 jogos pelo Cruzeiro, marcou 21 gols e conquistou oito títulos: estaduais de 2011, 2014, 2018 e 2019, Copas do Brasil de 2017 e 2018 e Campeonatos Brasileiros de 2013 e 2014.

André Cury também apresentará a possibilidade de transferência definitiva do atacante David. A ideia é conseguir uma proposta de R$ 6 milhões por 35% dos direitos econômicos do jogador de 24 anos, adquirido em janeiro de 2018 com o auxílio do banco BMG por R$ 10 milhões (70% dos direitos). O Superesportes noticiou no dia 8 de janeiro que o Fortaleza desejava contar com o camisa 11 em 2020. Em dois anos de Cruzeiro, David fez apenas quatro gols em 72 jogos.

Com relação a Éderson, que não compareceu ao treinamento desta quinta-feira na Toca, o momento é delicado. Conforme informado pela Rádio Itatiaia e confirmado pelo Superesportes, o jogador entrou na Justiça contra o clube por causa de atrasos em salários e verbas trabalhistas como férias, 13º e FGTS. O valor da causa é de R$ 2 milhões. Éderson teria ficado desapontado por causa de promessas de pagamento não cumpridas pela administração. Em 27 partidas pelo clube, o camisa 15 balançou a rede duas vezes.

No caso de Ramon, o Cruzeiro contesta o salário acima de R$ 150 mil acertado pela administração de Wagner Pires. O jogador de 24 anos, que defendeu o Vitória nas últimas seis temporadas, já se juntou aos novos companheiros e participou de atividades na Toca. Jornalistas que acompanharam o atleta em Salvador o classificaram como um defensor técnico e versátil, com facilidade para atuar na lateral direita e também no meio-campo.

As situações incertas desses jogadores evidenciam a crise vivida pelo Cruzeiro, que disputará a Série B em 2020. Por causa de dificuldades financeiras, o clube acertou as saídas de atletas experientes, como o volante Henrique e o lateral-esquerdo Egídio, para o Fluminense, e o meia Marquinhos Gabriel, para o Athletico-PR. O lateral-direito Orejuela, adquirido por R$ 6 milhões ao Ajax-HOL com auxílio do patricinador máster da Raposa (Supermercados BH), pode ser emprestado a Palmeiras ou Flamengo. O zagueiro Dedé está na mira do Vasco, enquanto o lateral-esquerdo Dodô desperta o interesse do Internacional.

Nesta quinta-feira, o Cruzeiro foi avisado pelo Bragantino que a negociação de compra dos direitos econômicos do zagueiro Fabrício Bruno não terá andamento. Os motivos apurados pela reportagem foram a ação movida pelo atleta contra o clube e também as saídas do vice-presidente de futebol Pedro Lourenço e de Alexandre Mattos. Fabrício renderia R$ 2 milhões aos cofres celestes, além de ficar com R$ 800 mil como acerto de salários pendentes. Agora, a direção pretende se reunir novamente com os representantes do defensor para conseguir alternativas ao caso.

Em meio a tantas indefinições no elenco, o Cruzeiro não colocou nenhum atleta para conceder entrevista coletiva na pré-temporada. Quem falará nesta sexta-feira, às 15h, é o técnico Adilson Batista. Ele prepara a equipe visando à estreia no Campeonato Mineiro, contra o Boa, no dia 22 de janeiro (quarta-feira), às 21h30, no Mineirão.

Estado de Minas

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