Adilson Batista não poupou revelações e críticas a membros da gestão do Cruzeiro em sua entrevista coletiva de despedida, nesse domingo, no Independência. Depois da derrota por 1 a 0 para o Coimbra, pelo Mineiro, o treinador acabou demitido pelo clube celeste.

Em um dos momentos, o treinador afirmou que trabalhou para o Cruzeiro vender o jovem zagueiro Cacá e o meia Maurício. Ele indicou, portanto, que deu mais espaço aos dois jovens atletas para que o clube celeste conseguisse adversários interessados em fazer investimentos nos direitos econômicos desses atletas.

“Estou no dia a dia, exponho, abro, troco o que seria interessante. Trabalhei para que vendêssemos o Cacá, não conseguimos. Trabalhei para que vendêssemos o Maurício, não conseguimos. Fui parceiro do clube, isso é importante. Esses meninos terão futuro bonito”, projetou o treinador, que deixou o clube com aproveitamento de 35,5%.

Cacá chegou a despertar interesse do Athletico-PR, que sinalizou com oferta de cerca de R$ 10 milhões ao Cruzeiro. As cifras foram consideradas baixas pelo clube, e o jogador também não se interessou pela transferência para outro clube brasileiro.

Havia possibilidade, ainda, de o CSKA, da Rússia, formalizar proposta ao zagueiro do Cruzeiro, o que acabou não acontecendo. Com o fechamento das principais janelas de transferências do mundo, a venda de Cacá acabou descartada até o meio do ano.

A única venda finalizada pelo Cruzeiro no início deste ano foi a do lateral-direito Weverton. O Red Bull Bragantino pagou cerca de R$ 4,5 milhões para adquirir os direitos econômicos do jovem, de 20 anos, que ficou conhecido depois de aplicar uma caneta em Neymar durante a preparação da Seleção Brasileira para a Copa América, em meados de 2019.

Vivendo grave crise financeira, o Cruzeiro conseguiu readequar sua folha de pagamento. O clube deixou de gastar mais de R$ 10 milhões com o elenco e passou a precisar de cerca de R$ 3 milhões para honrar seus compromissos com o grupo de jogadores. Até aqui, o Conselho Gestor conseguiu pagar, sem atrasos, as folhas de janeiro e fevereiro.

Estado de Minas

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