Como já esperado pelo Ministério da Saúde, abril começa mais crítico em relação ao número de mortes e casos de contaminações pelo coronavírus. Segundo a plataforma disposta no site da pasta federal, atualizada na tarde desta quarta-feira, o Brasil já registra 241 mortes e 6.836 casos de pessoas diagnosticadas com a COVID-19. Até ontem, eram 201 óbitos e 5.717 contaminações, um aumento de 19%, em ambos os dados.

Ao contrário do boletim epidemiológico de vários outros países, o Brasil ainda não divulga o número de pessoas que se contaminaram e depois foram curadas. Atualmente, o boletim brasileiro divulga o número de mortes, contaminações e hospitalizações.

São Paulo, o primeiro estado a registrar casos da doença, é o que está em situação mais crítica. Do dia 26 de fevereiro, quando o primeiro paciente foi diagnosticado, até hoje, os paulistas já registram 164 mortes e mais 2.981 pessoas contaminadas pelo vírus. O boletim anterior do ministério divulgava 136 óbitos e 2.339 casos. A taxa de letalidade em São Paulo é de 5,5%; 2% a mais do que a média nacional.

Embora o número assuste, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, vem ponderando que ele deve diminuir, já que com chegada de novos materiais no país, as secretarias estaduais e municipais aumentarão o ritmo de testes nos próximos dias. Isso deve acarretar em um número maior de positivos não letais, “diluindo” o dado.

Segundo estado brasileiro a registrar mortes, o Rio de Janeiro possui uma taxa de letalidade menor (3,4%). Mesmo assim, o Rio é o segundo estado que mais preocupa o país, já que registra 28 óbitos e 832 pessoas contaminadas – um aumento de cinco e 124 registros, respectivamente, em comparação com o boletim anterior.

Ainda no Sudeste, Minas Gerais tem 314 casos e três mortes. Na terça-feira, eram 275 casos e dois óbitos registrados. O Espírito Santo registra 96 casos e nenhuma morte – ontem, os capixabas registravam 84 casos.
Nordeste
O Nordeste é a segunda região brasileira que mais concentra casos no país. A situação dos nordestinos pode ser ainda pior do que as registradas em outras regiões, já que o Nordeste abriga cerca de 50% das famílias beneficiadas pelo Bolsa Família; ou seja, população pobre.

Conforme a atualização do Ministério da Saúde, a região concentra 1.007 casos, 15% de todas as contaminações registradas no país. Por lá, assim como foi registrado em quase todos os boletins, o Ceará continua sendo o estado com mais pessoas contaminadas, registrando 444 casos e oito mortes.

A Bahia é o segundo estado da região com maior número de casos: 246 pessoas contaminadas e duas mortes.

Por outro lado, o Piauí ainda é o estado com a maior taxa de letalidade (22,2%), com 18 casos e quatro mortes. Mais uma vez, segundo Mandetta, esse número deverá cair nos próximos dias, com o aumento da distribuição de testes para as secretarias de Saúde. O número de casos no Piauí ainda é bastante baixo, em comparação com outros estados brasileiros. (Veja a tabela com o número de casos por estado, no final da matéria).

Sul
Seguindo o balanço, a Região Sul, tem 765 casos e nove mortes. Entre esses números, quatro óbitos e 304 contaminações estão no Rio Grande do Sul. O Paraná registra três mortes e tem 224 casos confirmados da doença. Por último, Santa Catarina tem 235 casos e duas mortes.

O Distrito Federal, que abriga a capital do país, também registra vários casos (355). No entanto, contabilizando três mortes, a taxa de letalidade ainda é baixa e não chega a 1%.

O Centro-Oeste, região menos populosa do país, não é a que apresenta os menores números. Ao todo, a região tem 504 pessoas contaminadas e já registrou duas mortes.

Na Região Norte, o Ministério da Saúde já confirmou 337 casos e sete mortes. A região foi a última a contabilizar casos em todos os estados.

Explosão de casos Esse foi o segundo período de 24 horas que mais registrou novos casos de coronavírus no país. Dessa terça para quarta-feira, o Ministério da Saúde registrou 1.119 novos casos. Anteriormente, de segunda para terça, foram 1.138. Em comparação, antes desses últimos dois dias, o recorde tinha sido registrado na passagem do dia 25 para 26 de março – na ocasião, o número de casos saltou de 232 para 482.

Estado de Minas

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