Famílias cobram da cervejaria Backer retorno em relação a demandas emergenciais relacionadas a assistência médica de pacientes internados com a suspeita da intoxicação pelo dietilenoglicol. O prazo de 72 horas estabelecido pelo Ministério Público para uma resposta da empresa venceu ontem para vários dos casos. Segundo o órgão estadual, nesse prazo, a Backer deverá realizar o custeio das despesas solicitadas ou apresentar a negativa.

A família do taxista Josias Moreira de Mattos, de 53 anos, está solicitando acompanhamento por plano de saúde, exames, acompanhamento de equipe de enfermagem. “Josias é taxista e a esposa é autônoma, precisou parar de trabalhar para cuidar dele. A renda da casa está praticamente zerada, IPTU vencendo, tudo vencendo. E ainda tem o agravante de ser paciente do Sistema Único de Saúde (SUS)”, conta o advogado dele, José Carvalho Miranda Júnior.

A cervejaria informou, em nota, que nas últimas 72 horas, analisou documentos e realizou reuniões de forma individualizada com 12 parentes de consumidores, com exceção de dois que não compareceram. “E ficou definido que a ‘logística’ do atendimento (total ou parcial) será definida e formalizada junto aos familiares, uma vez que há pedidos que extrapolam o mero fornecimento de recursos financeiros”. A Backer também informou que está oferecendo atendimento psicológico às famílias.

O Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) informa que não se manifestou pois o caso ocorre em sigilo.

Estado de Minas

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