O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira que só não há uma onda de saques no Brasil por causa do pagamento do auxílio emergencial de 600 reais pago pelo governo federal, mas alertou que a ajuda é limitada e a economia precisa voltar a funcionar, em um novo ataque a medidas de isolamento social para frear a disseminação do coronavírus.

Ao conversar com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, Bolsonaro afirmou que o país está “chegando no limite”.

“Chegou a um nível insustentável. O que está mantendo o Brasil longe de saques e violência são os 600 reais, mas daqui a dois meses acaba. Se a economia não voltar a funcionar até lá, teremos problemas seríssimos”, disse Bolsonaro.

Segundo o Ministério da Saúde, existem 107.780 casos confirmados da covid-19, doença respiratória provocada pelo novo coronavírus, e 7.321 pessoas já morreram.

“Essa pesquisa avança em relação ao trabalho já feito no passado com os anticorpos do vírus da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), que causou uma epidemia em 2002/2003”, explicou Berend-Jan Bosch, professor associado da Universidade de Utrecht e coautor do estudo.

“Usando essa coleção de anticorpos encontrados naquela época, identificamos um específico que também é capaz de neutralizar a infecção pelo Sars-Cov2, em células cultivadas em laboratório. Esse anticorpo tem o potencial de alterar o curso da infecção no hospedeiro, ajudando no combate ao vírus ou prevenindo a infecção.”

O especialista explicou que isso acontece porque o anticorpo se liga a uma parte específica do vírus que é exatamente igual no Sars-Cov e no Sars-Cov-2. “Essa neutralização cruzada desse anticorpo é muito interessante e sugere que existe potencial na mitigação de doenças causadas por futuros novos coronavírus emergentes”, afirmou.

“Essa descoberta nos oferece uma base sólida para novas pesquisas com o objetivo de caracterizar esse anticorpo e começar a desenvolvê-lo como um potencial tratamento para covid-19”, afirmou Frank Grosveld, do Centro Médico de Erasmus, em Roterdã.

“O anticorpo usado nesse trabalho é totalmente humano, o que permite um desenvolvimento mais rápido (de um produto) e reduzindo o potencial de efeitos colaterais.”

Terapias convencionais com anticorpos costumam ser inicialmente desenvolvidas em outras espécies e, só então, ‘humanizadas’. “Há muito trabalho ainda a ser feito para sabermos se o anticorpo é capaz de proteger e reduzir a gravidade da doença em seres humanos”, afirmou Jingsong Wang, da HBM.

“Acreditamos que a nossa tecnologia possa contribuir para essa urgente necessidade de saúde pública e estamos também buscando vários outros caminhos de pesquisa.”

Terra.com.br

× Como posso te ajudar?
%d blogueiros gostam disto: