O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) acrescentou seis novos sintomas do novo coronavírus à sua lista, sugerindo que especialistas em saúde estão aprendendo mais sobre as diversas maneiras pelas quais os médicos veem o vírus afetando os pacientes.

Os novos sintomas que têm sido identificados cada vez mais podem aparecer de dois a 14 dias após a exposição ao vírus. São eles: arrepios, tremor repetitivo com arrepios, dor muscular, dor de cabeça, dor de garganta e nova perda de paladar e olfato. Antes, o CDC tinha listado apenas três sintomas conhecidos: falta de ar, tosse e febre.

Mario Ramirez, ex-diretor interino do Escritório de Pandemias e Ameaças Emergentes do governo de Barack Obama, disse ao jornal Washington Post que a frequência de sintomas em novas doenças muda com o tempo, mesmo com doenças recorrentes como a gripe. As recentes adições de sintomas, disse ele, refletem a confiança do CDC em afirmar: “podemos dizer com segurança que esses seis sintomas acompanham a covid-19”.

Ramirez, que também é médico de pronto-socorro, disse que a confiança decorre em parte do crescente número de pacientes que estão sendo tratados da covid-19 nos Estados Unidos. As tendências locais nos sintomas, em conjunto com dados de outros países, permitem à agência de saúde apresentar informações que capturam o segmento certo da população para testes, acrescentou.

“Você não quer listar vinte e poucos sintomas, especialmente se metade da população tiver esses sintomas”, afirmou o especialista. “Você está tentando equilibrar a segmentação certa de pessoas para testar, por isso tem de ser específico.”

Sabe-se que a perda de olfato e paladar aparece em pacientes desde, pelo menos, meados de março, quando um grupo de médicos britânicos especialistas em ouvido, nariz e garganta publicaram uma declaração em meio à crescente preocupação de que esse poderia ser um sinal precoce de que alguém está infectado, mas assintomático.

Um estudo realizado com pacientes europeus diagnosticados com covid-19 descobriu que entre 85,6% e 88% deles “relataram disfunções olfativas e gustativas, respectivamente”. Em um estudo iraniano, 76% das pessoas com a doença que relataram perda de olfato disseram que o sintoma teve um início repentino. Em muitos casos, a anosmia, como é chamada a perda parcial ou total de olfato, apareceu antes de outros sintomas.

“O que acontece com a perda do olfato é que você perde o sabor “, mas não o gosto, disse Jo Shapiro, professor de otorrinolaringologia da Harvard Medical School. Embora não esteja listada no site do CDC, a fadiga também foi relatada por pessoas que tiveram um teste positivo ou disseram que podiam ter covid-19 quando o teste não estava disponível.

Os sintomas recém adicionados tornarão mais fácil para as pessoas saberem quando solicitar um teste, disse Ramirez, e isso pode ajudar os médicos a determinar quando os pacientes precisam ser testados ou, pelo menos, dizer que eles podem ter a doença e precisam se isolar.

O CDC continua recomendando o gerenciamento de sintomas em casa, a menos que incluam dificuldade em respirar, dor persistente ou pressão no peito, confusão ou incapacidade de despertar ou lábios ou rosto azulados.

Terra.com.br

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