O técnico Rogério Micale definiu o duelo contra o Jorge Wilstermann, nesta quarta-feira, pela volta das oitavas de final da Libertadores, como o ‘jogo da vida’ para o Atlético. Esse confronto vai definir se o time segue ou não na disputa do único torneio em que o clube pode levar um título de expressão na temporada – a equipe ainda tem compromisso pela Primeira Liga. Na primeira partida, o Galo perdeu por 1 a 0 na Bolívia. Agora, precisa vencer por dois gols de diferença para avançar. Triunfo brasileiro por 1 a 0 leva a decisão para os pênaltis. Para o torcedor, a relevância desportiva é o mais importante. Todavia, uma eliminação também terá reflexos de âmbito financeiro ao Alvinegro.

O Atlético já tem a taça de campeão mineiro neste ano. Entretanto, o presidente Daniel Nepomuceno, em diversas oportunidades na temporada, deixou claro que o investimento feito no time mirava grandes conquistas. A justificativa chegou a ser dada após a demissão do técnico Roger Machado. “Pelo investimento que foi feito, não poderíamos ficar oscilando como aconteceu. O Estadual foi bom, mas temos objetivos maiores neste ano”, disse o dirigente na ocasião.

Rogério Micale assumiu, não conseguiu avançar na Copa do Brasil e a equipe não reage no Campeonato Brasileiro. O Atlético fechou o turno da Série A na 14ª colocação, com 23 pontos. O time está a apenas quatro pontos da zona de rebaixamento e a cinco do G-6, que é a zona de classificação à próxima edição da Libertadores.

Uma queda nesta quarta-feira, frente ao Jorge Wilstermann, fará o clube deixar de arrecadar R$ 2,968 milhões. A eliminação na Copa do Brasil já impediu que pelo menos R$ 1,5 milhão entrasse na receita atleticana. Esses valores representam apenas as cotas para quem alcança as quartas de final do torneio Sul-Americano e as semifinais da competição nacional. Uma nova desclassificação terá reflexos importantes em receitas com bilheterias, além de o clube deixar de receber premiações por fases seguintes.

Outro aspecto negativo a ser enfrentado pela equipe, em caso de fracasso frente ao Wilstermann, é o psicológico. A pressão será ainda maior sobre um time que precisa de reação imediata no Campeonato Brasileiro. Ao elenco, badalado no início da temporada, restaria se afastar das últimas colocações para sonhar com uma nova classificação à Libertadores – o fracasso em conseguir a vaga vai interromper uma sequência de cinco edições disputando o maior torneio de clubes do continente, série positiva exaltada pela diretoria. As primeiras posições também gerariam melhor premiação na Série A, além de novas oportunidades de receitas em 2018.

A tabela de bonificações do Campeonato Brasileiro de 2017 ainda não foi divulgada, mas o sexto colocado – o que abre a zona de classificação à Libertadores – recebeu ano passado R$ 2,6 milhões. Já o 14º, atual colocação do Atlético, teve um prêmio de R$ 900 mil.

Confira os valores de premiações das principais competições na temporada:

Libertadores:

Fase de grupos (três jogos como mandante) – US$ 1,8 milhão (R$ 5,62 milhões)
Oitavas de final – US$ 750 mil (R$ 2,343 milhões)
Quartas de final – US$ 950 mil (R$ 2,968 milhões)
Semifinal – US$ 1,25 milhão (R$ 3,9 milhões)
Vice-campeão – US$ 1,5 milhão (R$ 4,69 milhões)
Campeão – US$ 3 milhões (R$ 9,37 milhões)

Copa do Brasil:

Oitavas de final – R$ 1,050 milhão
Quartas de final – R$ 1,195 milhão
Semifinal – R$ 1,5 milhão
Vice-campeão – R$ 2 milhões
Campeão – R$ 6 milhões

Campeonato Brasileiro: (relativo à 2016)

Campeão – R$17 milhões
Vice-campeão – R$10,7 milhões
3º colocado – R$7,3 milhões
4º colocado – R$5,3 milhões
5º colocado – R$3,85 milhões
6º colocado – R$2,6 milhões
7º colocado – R$2,25 milhões
8º colocado – R$1,95 milhões
9º colocado – R$1,7 milhões
10º colocado – R$1,5 milhões
11º colocado – R$1,3 milhões
12º colocado – R$1,15 milhões
13º colocado – R$1 milhão
14º colocado – R$900 mil
15º colocado – R$800 mil
16º colocado – R$700 mil

Estado de Minas

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