A suplente de  vereadora Michelly Araújo (PSB), 36 anos, de Buritis, no Noroeste de Minas, teve mandado de prisão expedido pela Justiça, acusada de lavar dinheiro para integrantes da organização criminosa que rouba cargas em diversas estradas do país.

Polícia Federal ainda não divulgou detalhes da operação deflagrada na manhã desta quinta-feira (10), batizada de HICSOS II, para  interromper as ações criminosas de grupo de empresários e agentes políticos que davam suporte financeiro aos criminosos.

A operação conta com apoio de 450 policiais das polícias Federal, Rodoviária Federal e  Militar do estado de Goiás. Ao todo estão sendo cumpridos 91 mandados judiciais, dentre eles 40 mandados de prisão nas cidades dos estados de Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e no Distrito Federal os demais mandados são relativos á busca e apreensão na casa de suspeitos de participação no crime.

Já foram presas até agora, de acordo com informações da PF,  30 pessoas. Os policiais federais também apreenderam 15 armas de fogo, 15 veículos roubados. Mais de meio milhão de reais em cargas roubadas foram recuperados.

De acordo com a PF, um dos investigados (a identidade não foi revelada) está foragido e há indícios de que esteja na Inglterra. Para capturá-lo, a PF vai solicitar apoio da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol)

Primeira fase da Operação

Ao menos 104 pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no roubo de cargas durante a primeira fase da Operação Hicsos. De acordo com a PF, o método usado para o crime era o mesmo: eles abordavam os motoristas em rodovias de todo o país utilizando barreiras falsas.

Os criminosos usavam coletes de fiscalização e veículos equipados com sineres e giroflexos. Assim que paravam os motoristas, eles faziam uma avaliação da carga e, quando identificavam produtos de alto valor comercial, anunciavam o assalto.

As ações eram facilitadas com o uso de equipamentos de alta tecnologia que evitam o rastreamento dos veículos.

Prejuízo

O esquema criminoso teria movimentado em torno de 30 milhões de reais.

Também de acordo coma PF, os envolvidos responderão pelos crimes de roubo qualificado, cárcere privado, lavagem de dinheiro, organização criminosa, tráfico de drogas e receptação. (Com informações da Polícia Federal)

Estado de Minas

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