
A Secretaria Municipal de Saúde confirmou, na tarde de ontem (04/03), dois casos de dengue na cidade: um autóctone (contraído no próprio município) e outro importado (a pessoa começou a sentir os sintomas da doença depois de ter retornado de uma viagem a Belo Horizonte). A Secretaria Municipal de Saúde informa, ainda, que está monitorando uma terceira pessoa com sintomas da doença.
Em alerta, a Secretaria de Saúde acredita que a situação pode ser ainda mais desconfortável. Já foram notificadas, até ontem à tarde, 33 suspeitas. Exame específico já descartou a contaminação de cinco, mas 26 ainda aguardam o resultado, que é feito pela Fundação Ezequiel Dias, em Belo Horizonte.
A situação é preocupante, conforme analisa a chefe do Departamento de Vigilância em Saúde, Thereza Cristina de Andrade Horta. Segundo ela, no ano passado foram registrados cinco casos de dengue, mas apenas no final do período chuvoso – segunda quinzena de março. Neste ano, os casos começaram a aparecer no início, o que deixa a equipe técnica da Secretaria de Saúde em alerta para uma possível epidemia.
A preocupação se justifica, ainda, pelo alto índice de infestação predial: no ano passado, o Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (Liraa) revelou que 15 bairros da cidade estavam com índice de infestação acima do tolerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Este ano são 27 bairros em situação de alerta.
Com a confirmação dos primeiros casos, a Secretaria de Saúde adotou mais uma medida para tentar conter a proliferação da doença. Em todos os casos notificados – confirmados ou ainda em investigação – a equipe de combate à dengue vai ao local onde reside a pessoa e realiza um trabalho para eliminar focos e mosquitos, inclusive, com aplicação de inseticida em um raio de 300 metros. Essa precaução ajuda a evitar que a doença seja transmitida do possível doente para pessoas sadias.
A Secretaria de Saúde ainda alerta: caso a pessoa sinta alguns sintomas clássicos de dengue, como febre, dores de cabeça e nas articulações, fraqueza, falta de apetite, manchas avermelhadas na pele, coceira no corpo atingindo também palmas das mãos e plantas dos pés, pequenos sangramentos de nariz ou gengivas, náuseas, vômitos, diarréia, dor abdominal, tonturas ao sentar ou levantar, vertigem, sonolência, torpor ou confusão mental, deve recorrer a uma unidade do Programa de Saúde da Família (PSF) onde, além do paciente ter o encaminhamento correto, será feita a notificação do caso à Secretaria de Saúde. É de posse desta notificação que a secretaria poderá executar os trabalhos preventivos.

*Wanderson Dutra, com informações da Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Itabira