Se na defesa o zagueiro Manoel teve momentos de insegurança no empate por 1 a 1 com o Vitória, neste domingo, em Salvador, no ataque ele mostrou poder de definição e, por muito pouco, não saiu do estádio Barradão como principal responsável por um triunfo do Cruzeiro na 17ª rodada do Campeonato Brasileiro. Além de marcar o gol de empate, aos 30 do segundo tempo, Manoel conseguiu a virada nos acréscimos. Porém, o árbitro Eduardo Tomaz de Aquino Valadão (CBF/GO) anulou o gol alegando falta sobre um defensor quando o cruzeirense subiu para concluir de cabeça.

De acordo com Manoel, não houve falta em seu segundo gol de cabeça. “Perguntei (ao árbitro) o que foi. Ele me disse que eu empurrei o zagueiro. Mas eu não empurrei. Saltei por cima e fiz o gol. Saltei antes e acabei fazendo o gol. Ele me disse que eu empurrei o zagueiro. Difícil, né?!”, questionou Manoel. “Fico muito feliz pelo gol e por poder ajudar a equipe. (Sobre o gol anulado) Foi um lance muito rápido, em que o zagueiro estava me marcando, eu tentei sair dele, e na hora que saltei, saltei em cima do outro zagueiro. O juiz acabou dando falta. Esses lances acontecem toda hora, e eles não dão falta. Mas agora deu falta. É difícil, mas é ser humano, todo mundo erra”, completou.

Aplicação dos reservas

O zagueiro acha que o Cruzeiro merecia a vitória na Bahia, principalmente pelo desempenho no primeiro tempo. O atacante Rafael Sobis chegou a acertar a trave em duas ocasiões. “Não merecíamos sair com o resultado negativo, principalmente pelo jogo que fizemos no primeiro tempo, com bola na trave, várias oportunidades, não merecíamos”.
Manoel destacou ainda a aplicação do time escalado por Mano Menezes no Barradão. O Cruzeiro foi a campo com uma formação totalmente reserva. “Muita gente que está há muito tempo sem jogar deu conta do recado, entrou bem e ajudou nesse empate”.

Elogios de Mano Menezes

Defensivamente, Manoel mostrou certa falta de ritmo em dois lances de perigo do Vitória. No primeiro tempo, ele errou ao tentar tomar a bola de um adversário. Na sequência, Rafael salvou o Cruzeiro com grande defesa. No rebote, Neilton acertou a trave. No segundo tempo, ele perdeu o tempo de bola em um domínio diante de um atacante.
Apesar disso, Manoel gostou do que apresentou na Bahia. “Vinha em mau momento, mas nunca deixei de trabalhar e dedicar. Sempre que o Cruzeiro precisar de mim, estarei à disposição. Estou feliz pelo gol”.

Esse foi apenas o décimo jogo de Manoel na temporada, o quarto no Brasileiro. Ele ainda atuou quatro vezes no Mineiro e contra o Racing, na Argentina, pela Copa Libertadores. Sua última apresentação tinha sido no amistoso com o Corinthians, no Mineirão, durante a Copa do Mundo.

Mano Menezes exaltou a atuação de Manoel contra o Vitória. O técnico lembrou que a fratura no quinto metatarso do pé esquerdo, no ano passado, ainda deixa o defensor inseguro. “O Manoel, sempre que a gente precisou, fez boas atuações. Também vem ganhando ritmo, pois teve uma fratura semelhante à do Neymar no ano passado. A recuperação foi um pouco mais lenta, teve outros complicadores paralelos, então tudo isso está junto. Mas o fato de voltar a jogar bem, ganhar esse ritmo que precisamos, deixa ele e o grupo muito contentes”.

Agora, o Cruzeiro volta suas atenções para a Copa Libertadores. Na quarta-feira, às 21h45, no Maracanã, o time faz o jogo de ida das oitavas de final contra o Flamengo. O duelo de volta está marcado para o Mineirão, em Belo Horizonte, em 29 de agosto.

Estado de Minas

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