Peça importante do Cruzeiro na conquista do pentacampeonato da Copa do Brasil, o volante Hudson comentou nesta segunda-feira as especulações que envolvem seu futuro. Emprestado pelo São Paulo à Raposa até dezembro, o camisa 25 só continuará em Belo Horizonte caso a diretoria mineira exerça o direito de compra de 50% dos direitos econômicos – estipulados em 1,5 milhão de euros. Preocupado apenas com o rendimento entre as quatro linhas, o jogador deixa o destino nas mãos do empresário Luciano Couto, que lidera os tratos com os dois clubes.
“Confesso que estou meio por fora. Tive uma conversa com meu empresário depois da Copa do Brasil e falei com ele para me passar o menos possível para que eu fique bastante concentrado nesses jogos que restam do Campeonato Brasileiro. Querendo ou não restam pouco menos de dois meses para as coisas se definirem, então quero ficar bem focado no futebol”, disse Hudson, em coletiva na Toca II.
Questionado sobre as várias mudanças na diretoria – a principal é a entrada de Itair Machado no lugar do ex-vice-presidente de futebol Bruno Vicintin –, Hudson preferiu não se alongar na resposta. “Acho que política faz parte do futebol também, tem a administração, mas os jogadores não têm que entrar muito nisso. A preocupação tem que ser em focar dentro de campo, praticar um bom futebol e dar alegrias ao torcedor”.
Sobre o desejo de ficar no Cruzeiro, o atleta deu resposta positiva, mas sem descartar um retorno ao São Paulo, com o qual possui contrato até dezembro de 2019. “Sou muito claro nisso. Tenho o desejo de ficar aqui sim, sou muito feliz aqui. O Cruzeiro tem um ano de 2018 promissor pela frente, estará na Copa Libertadores. Mas também tenho de ser consciente, pois pertence ao São Paulo e tem de ser feita uma negociação. Não depende só de mim. Se tiver de voltar para o São Paulo, voltarei feliz, pois é um grande clube. Há tempo para as coisas se definirem, é pensar em fazer bons jogos até o fim do ano”.
Com relação à reta final de temporada, Hudson garante que a equipe fará o possível para permanecer nas primeiras posições da Série A – mesmo com chances irrisórias de título e já garantido na fase de grupos da Libertadores de 2018 via Copa do Brasil. “Quanto melhor a gente terminar no Brasileiro, mais gratificante será para a gente, mais vocês verão nosso trabalho com bons olhos. Se a gente terminar bem, vamos provar mais uma vez a qualidade do grupo do Cruzeiro e o bom trabalho feito por diretoria e comissão técnica. A gente está buscando mais uma prova de que o Cruzeiro é uma boa equipe”.
Graças ao bom poder de marcação e à velocidade para se antecipar aos adversários, Hudson se tornou imprescindível no esquema tático de Mano Menezes e virou titular ao lado de Henrique. E até na parte ofensiva conseguiu ajudar. Em 36 jogos no ano, ele marcou três gols – mesma quantidade alcançada com a camisa do São Paulo, mas em 121 apresentações.
Estado de Minas

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