Representantes do Grupo da Água participaram de uma reunião nesta quarta-feira, 12

de abril, no plenário da Câmara Municipal. O presidente da Acita, Associação

comercial, Industrial, de Serviços e Agropecuária de Itabira, Eugênio Müller e o

vereador Solimar Silva, apresentaram dados e um resgate dos trabalhos

desenvolvidos pelo grupo para buscar soluções viáveis em relação ao abastecimento

de água em Itabira.

O grupo formado por representantes da Prefeitura, Câmara, Serviço Autônomo de

Água e Esgoto (Saae), Vale e Acita, realiza encontros pontuais para acompanhar os

projetos e discutir ações de captação de água no município. Na primeira reunião do

ano, o SAAE não enviou representante e justificou a ausência. Poucas pessoas

representando entidades e instituições compareceram ao plenário para o encontro. A

falta de comparecimento da população foi criticada pelos participantes. A reunião é

aberta ao público e de grande importância para esclarecimentos em relação à

elaboração de projetos e desenvolvimento de políticas públicas.

O vereador Solimar Silva falou da importância da água para o ambiente familiar e

também empresarial. “A água está ligada diretamente ao desenvolvimento econômico.

A falta de água inviabiliza a vinda de novas empresas para Itabira”, disse.

De acordo com o vereador e representante da Câmara Municipal no Grupo da Água, a

questão de captação de água no município ainda é preocupante, pois cada itabirano

consome em média 180 litros de água por dia, sendo que o que é preconizado pela

ONU – Organização das Nações Unidas é o consumo de 110 litros. “A situação de

captação em Itabira hoje, em condições normais, ainda temos um déficit de mais de

100 litros por segundo”, garante Solimar.

Eugênio Müller fez um resgate histórico do Grupo da Água, criado após uma audiência

pública na Câmara Municipal em 2011. De acordo com o presidente da Acita várias

ações foram concretizadas e outras estão em andamento para resolver o problema de

abastecimento em Itabira, mas o atraso nas concretizações dos projetos de curto,

médio e longo prazo, pode gerar um racionamento pelo quinto ano consecutivo.

“Racionamento por cinco anos em Itabira é inaceitável e a população de baixa renda é

a que mais sofre. O desabastecimento é uma injustiça social terrível”, afirmou.

Para Eugênio a falta de recursos hídricos em Itabira ainda compromete o

desenvolvimento econômico, inibindo a vinda de novas indústrias para o município e

atrasando a tão sonhada diversificação econômica. As ações do Grupo da Água, com

o envolvimento da comunidade, são importantes para gerar políticas públicas que

possam contribuir para melhorar o abastecimento de água na cidade. ”É importante

ressaltar que quando a população mobiliza, consegue promover o desenvolvimento. A

gente entende que as políticas públicas consolidadas tendem a funcionar”.

Durante a apresentação, Eugênio afirmou que Itabira tem água suficiente, ao contrário

de muitas cidades brasileiras. A distribuição de água no município também é eficiente,

na zona urbana chega a 100%. O que falta são políticas públicas para resolver o

problema definitivamente e o Grupo da Água, juntamente com a sociedade, veio

preencher esta lacuna. O grande desafio do grupo é concretizar o projeto de captação

do Rio Tanque, que tem uma captação prevista de 550 L/s.

Uma próxima reunião será agendada com a participação da Prefeitura e do SAAE para

esclarecimentos técnicos.

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