De acordo com advogados de defesa, Adelio Bispo de Oliveira – homem que esfaqueou Jair Bolsonaro (PSL) em Juiz de Fora, na Zona da Mata – relatou ter ido às ruas na última quinta-feira com a intenção de matar o presidenciável e ciente de que seria atacado posteriormente.

“Ele, o Adelio, falou que saiu para morrer. Para matar e morrer. Ele tenta demonstrar que isso é verdade através do Facebook, em que disse ter dado ‘tchau’ antes de sair”, relata o advogado Fernando Magalhães.

Inicialmente, Adelio havia declarado à polícia que a intenção ferir Bolsonaro, e não matá-lo. “Posteriormente, disse que a vontade dele era matar. E disse que ia ser morto por apoiadores do Bolsonaro também. Segundo ele, saiu sabendo que ia morrer após o atentado”, conta o advogado Pedro Augusto de Lima Felipe e Possa, ao se referir à audiência de custódia da última sexta-feira.

Instantes após o ataque a Bolsonaro, apoiadores do presidenciável golpearam Adelio. Em meio à confusão, Cleines Oliveira – cabo licenciado da Polícia Militar – interveio e levou o acusado até um prédio nas proximidades. “Tinha a crença de que era um salvador, um mártir”, diz Fernando. Em seguida, Adelio foi levado pela PM. Mais tarde, foi interrogado pela Polícia Federal e levado ao Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) de Juiz de Fora. Na tarde seguinte, após uma audiência de custódia, ficou definido a transferência para a penitenciária federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. É lá onde ele cumpre prisão preventiva.

Os advogados sustentam que Adelio agiu motivado pelo discurso de ódio de Jair Bolsonaro: “Abalou o íntimo dele (Adelio)”, completa Possa.

Estado de Minas

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