Quem voltou com troféu de campeão na mala também foram os alunos do ensino superior do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG). Eles participaram, na semana passada, da edição 2018 da Fórmula SAE Lincoln, competição internacional de automobilismo estudantil. Foi o primeiro evento no exterior da equipe Fórmula Cefast, integrante do Núcleo de Engenharia Aplicada a Competições do Cefet, que estreou com um peso grande: foi a primeira vez que uma equipe de fórmula mineira participou de uma competição internacional.

O evento ocorreu em Lincoln, capital do estado do Nebraska, nos Estados Unidos, e recebeu 80 equipes de países como Canadá, México, Índia e Japão, além dos anfitriões. A equipe Fórmula Cefast, integrante do Núcleo de Engenharia Aplicada a Competições do Cefet-MG, foi a única representante brasileira na categoria “veículos a combustão”, classificada depois de conquistar o segundo lugar no Fórmula SAE Brasil. Na categoria dedicada a veículos elétricos, com mais 30 grupos, competiu o carro projetado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O capitão do grupo mineiro, João Vitor Cabral Pizarro Maciel, aluno do 6° período de engenharia elétrica, explica que a competição avalia o nível de engenharia da equipe por meio do desenvolvimento de um carro de corrida tipo fórmula. A competição tem provas estáticas (apresentações) e dinâmicas, que avaliam diretamente a performance do carro.

PRESENÇA DE OURO A comitiva mineira tinha 26 estudantes das engenharias mecânica, elétrica, computação, civil e materiais. A organização do Brasil pagou a inscrição da equipe. O Cefet cedeu bolsas equivalentes à participação de 12 estudantes e o restante foi bancado por cada um dos participantes. Além do 1º lugar na categoria business, a estreante Cefast levou ainda o 4º lugar em design, o 13º no Skid pad, o 15º em aceleração e 14º no autocross. Em custos, a equipe conquistou 69 pontos, considerado um bom resultado. A prova do enduro não foi concluída, pois a fixação de um componente quebrou, o que custou a participação na prova de eficiência.

No resultado geral, a Cefast terminou em 18ª posição, entre as 80 equipes. “O resultado foi excelente, principalmente nas provas estáticas. O que nos separou do top 5 ou top 10 da competição foi a fixação do componente na prova de enduro, que nos tirou dessa parte e também a possibilidade de disputar 375 pontos dos 1 mil totais da competição”, relata João Vitor.

Mesmo assim, ele conta que foi uma experiência e tanto. “Foi inacreditável. Muito aprendizado e contato com diversas formas de se desenvolver a engenharia”, afirma. Segundo ele, o diferencial dos mineiros foi manter o foco no objetivo a todo momento e treinar baseado nesse tipo de competição, o que envolve exercitar o inglês e fazer testes em pistas parecidas.

Estado de Minas

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