O Cruzeiro tinha até o dia 10 de maio para apresentar defesa da reclamação realizada pelo Huracán na Fifa em razão do não pagamento de parte das parcelas dos direitos econômicos do atacante Ramón Ábila, comprado pelo clube celeste em junho do ano passado. O departamento jurídico da Raposa, contudo, conseguiu estender esse prazo até o próximo dia 26.

O clube celeste tem dívida de US$ 1,5 milhão (R$ 4,8 milhões) pela aquisição de 50% dos direitos econômicos de Ábila. A Raposa pagou US$ 2,7 milhões em agosto de 2016, dois meses depois de anunciar oficialmente a contratação do atacante.

O responsável pela defesa do Cruzeiro na Fifa é o advogado Breno Tanure, especialista em direito desportivo internacional. Tanure está em fase de análise dos documentos para responder a intimação da Fifa.

“É um procedimento normal. A Fifa nos concedeu um prazo maior para analisar a documentação e responder”, disse, em entrevista ao Superesportes. O processo ocorre com o envio de documentação para a entidade via e-mail. Neste primeiro momento, os clubes não precisam de representantes na Suíça.

Esse processo pode demorar e levar até três anos para ser concluído, acredita o advogado. “Demora. Tem essa primeira etapa. Depois deve ouvir as partes mais uma vez. Tem a fase de apelações. É longo. Acredito que pode se estender por até três anos”, diz Tanure.

O Cruzeiro buscou entendimento com Huracán, por meio de uma proposta de refinanciamento do débito, mas o clube argentino não aceitou. O presidente do Huracán, Alejandro Nadur, chegou a classificar como “vergonhosa” a postura do Cruzeiro. Um acordo fora da Fifa é considerado difícil por causa das relação entre os clubes.

A contratação de Ábila

Em junho de 2016, o Cruzeiro adquiriu metade dos direitos do atacante argentino, de 27 anos, por US$3,82 milhões e ainda assumiu todas as taxas e impostos do negócio. Com esses encargos, o valor da transação pelos primeiros 50% dos direitos acabou acertado em US$ 4,2 milhões (R$ 13,6 milhões).

Até aqui, a cúpula celeste pagou US$ 2,7 milhões, depositados em agosto, e ainda deve US$ 1,5 milhão (R$ 4,8 milhões), montante que deveria ter sido acertado inicialmente até 5 de dezembro.

Na negociação acertada pelo então diretor de futebol da Raposa, Thiago Scuro, o clube celeste se compromete a comprar os outros 50% dos direitos por US$4 milhões até dezembro de 2017.

Caso o depósito não seja realizado, o atacante terá que retornar ao time argentino imediatamente, seguindo o clube celeste como sócio do ‘Globo’ no percentual do goleador. Essa informação foi repassada ao Superesportes pelo presidente do Huracán, Alejandro Nadur.

Estado de Minas

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