O lucro líquido da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) nos nove primeiros meses de 2018 foi de R$ 998 milhões, aumento de 131,6%% em relação ao mesmo período de 2017. Segundo Maurício Fernandes Leonardo Júnior, diretor de Finanças e Relações com Investidores da concessionária, o resultado é consequência de um conjunto de ações que estão sendo implementadas desde o inicio do ano passado, destinadas a aumentar a eficiência operacional, cortando gastos, sem perder o foco na qualidade dos serviços prestados ao consumidor.

O balanço divulgado pela companhia indica que, entre janeiro e setembro, as despesas com pessoal, material, serviços e outros (PMSO) alcançaram R$ 2,1 bilhões, redução de 10,1% em relação a igual período de 2017. Já o indicador do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, conhecido como Lajida, no período acumulado do ano, que demonstra o fluxo de caixa operacional da empresa, foi de R$ 2,793 bilhões, registrando aumento de 24,5% em relação a 2017.

Nos últimos 12 meses, as agências internacionais de crédito – Moody’s, Standard & Poor’s e Fitch – melhoraram os ratings (notas de crédito) das ações das principais empresas do grupo, que passaram do grau especulativo para o grau de investimento, em escala nacional. “O novo governador que assumirá em 1º de janeiro vai encontrar uma empresa cujo processo de gestão está alinhado com as melhores práticas de mercado, em busca de melhorar atendimento aos clientes e potencializando a eficiência operacional”, considerou Maurício Fernandes Leonardo Júnior.

O executivo enfatizou, inclusive, que do plano de desinvestimentos originalmente estimado em R$ 6 bilhões pela companhia, foram realizados R$ 2 bilhões, com a venda de vários ativos, entre eles ativos de telecomunicações licitados em agosto passado, que somaram R$ 655 milhões. Como as operações de alienação foram concluídas em 1º de novembro, o ganho de capital nessa operação será registrado no quarto trimestre.

No plano de desinvestimentos da Cemig permanecem R$ 5,4 bilhões de ativos disponíveis para a venda, entre eles, 48,86% das ações que a companhia Light, avaliadas em R$ 1,6 bilhão; até 49% das ações da Gasmig, empresa de gás do grupo, estimadas em R$ 1,18 bilhão; além de 11,69% das ações da Norte Energia, com valor estimado em R$ 1,5 bilhão.

A continuidade desse plano dependerá do futuro governo, uma vez que as decisões têm de ser aprovadas pelo conselho de administração, – que tem nove membros – cinco dos quais indicados pelo governo. O Estado de Minas Gerais detém o controle acionário da Cemig, com 51% das ações ordinárias, que representam 30% do total das ações da companhia.

Divergências

A Cemig republicou seus resultados financeiros do segundo e do terceiro trimestres deste ano. Segundo a estatal mineira, o motivo da reapresentação está relacionado a divergências identificadas na forma de contabilização da amortização de determinados ativos e passivos financeiros da concessão relacionados à Conta de Compensação de Variação de Valores de itens da Parcela A (CVA) e outros componentes financeiros homologados na 4ª revisão tarifária da Cemig D.

“Os ajustes representam um aumento na Receita Líquida da Cemig D em relação àquela divulgada ao mercado nas Informações Trimestrais referentes ao segundo e terceiro trimestres de 2018”, explicou a companhia. Com a alteração, a receita líquida consolidada da Cemig entre junho e setembro ficou 3,6% maior em relação ao registro inicial, para R$ 6,252 bilhões, informou a concessionária. (Com agências)

Estado de Minas

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