Enquanto prepara a mudança para o Brasil, depois de oito anos no futebol alemão, Roger Bernardo sonha em alcançar o sucesso no futebol brasileiro: “Quase tudo pronto. A mudança de país, depois de tanto tempo, é difícil. É um pouco estressante, mas vai valer a pena. Vamos fazer de tudo para levar o Atlético aos títulos”, diz, em entrevista ao Superesportes, o primeiro reforço anunciado pelo Atlético para a disputa do Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e fases finais da Libertadores.

Roger Bernardo, de 31 anos, acertou um pré-contrato com o Galo em janeiro. Ele permaneceu na Alemanha para cumprir o vínculo com o Ingolstadt. O compromisso só termina no fim de junho. Mas a rodada final do Campeonato Alemão é neste fim de semana. O Ingolstadt, que acabou rebaixado, enfrenta o Schalke 04. Na segunda-feira, o jogador e seu empresário pretendem antecipar o fim do contrato. Roger Bernardo quer embarcar para o Brasil, provavelmente no dia 23, com a cabeça totalmente voltada para o Atlético.

O volante, que atua também como zagueiro, planeja, inclusive, comparecer ao Independência no dia 28 para assistir ao jogo do Atlético contra a Ponte Preta pelo Brasileiro. Ele quer entrar logo no clima do Galo. Os treinos devem ser iniciados em 1º de junho. Mas Roger Bernardo terá de esperar até o dia 20, data da abertura da janela de transferências, para ser registrado na Confederação Brasileira de Futebol e entrar nos planos do técnico Roger Machado.
Na entrevista, Roger Bernardo fala do começo da carreira, com passagens por vários clubes, como o Palmeiras, do crescimento no futebol alemão, da polivalência em campo e do Atlético.

Início da carreira

O começo foi bom, mas por imaturidade a gente acaba pecando em alguns aspectos. Em 2004, disputei a Copa São Paulo pelo União São João, depois vim com um grupo para a Alemanha fazer um teste. Acertei com uma equipe, mas não deu certo. Fui para o Palmeiras em 2005, trabalhei com o Leão e com o Tite. Só que menino novo, jogando em um time novo, a gente acaba pecando em alguns aspectos. Acabei emprestado para clubes como Santo André, Juventude, América de Rio Preto, Guarani, até que rescindi o contrato com o Palmeiras. Recomecei a carreira no Figueirense, onde fomos felizes, me tornei capitão da equipe. Em 2009, me transferi para a Alemanha para o Energie Cottbus, da Segunda Divisão. Foram três anos até minha carreira decolar no Ingolstadt. Fomos campeões (da divisão de acesso), mas, infelizmente, agora, não fomos bem e voltamos para a Segunda Divisão.

Estado de Minas

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