É inegável que os jogadores do Atlético estavam ‘pilhados’ além da conta no clássico do último domingo, contra o Cruzeiro, no Mineirão. Na derrota por 2 a 0, que resultou na perda do título do Campeonato Mineiro, os atletas alvinegros mostraram nervosismo maior que o comum. Exemplo principal foi o meia Rómulo Otero, expulso por dar uma cotovelada no lateral-direito Edílson. Após um jogo tenso como foi a decisão estadual, o Alvinegro parte agora para a estreia na Copa Sul-Americana, contra o San Lorenzo, em Buenos Aires. O roteiro tem tudo para ser parecido como foi o duelo no Gigante da Pampulha.
No clássico contra o Cruzeiro, além de Otero, o Atlético também perdeu Patric, expulso. Ricardo Oliveira, um dos mais experientes do grupo, foi amarelado por reclamação. Erik, por falta dura no goleiro Fábio, também levou cartão. Fora isso, várias reclamações dos atleticanos com a arbitragem. E isso tudo pode influenciar no duelo contra o San Lorenzo.
Os argentinos são conhecidos por abusar da catimba e da provocação em campo. Não só eles, como a grande parte dos jogadores de outros países sul-americanos. Por isso, muita conversa na Cidade do Galo. Os alvinegros acreditam que as situações do clássico servirão de aprendizado para jogos futuros, como o desta quarta-feira, às 19h15, em Buenos Aires.
“Como foi a questão do Otero, foi de forma inconsciente. Foi uma reação. O Edílson é um jogador que provoca bastante. Ele entrou em campo assim. A gente alertou para esse tipo de situação. Isso pode servir de aprendizado para jogos decisivos, em que essa provocação é um pouco mais evidente. Jogador sul-americano é mais catimbeiro. Temos que ter cuidado para não ter jogador expulso, porque isso dificulta bastante. Sempre é mais difícil quando não se termina com 11”, disse o goleiro Victor.
Capitão do Atlético, o zagueiro Leonardo Silva acredita que a equipe não pode ficar desesperar ao perder o controle da partida. Para ele, jogar com a cabeça no lugar é fundamental para que atitudes prejudiciais à equipe não sejam cometidas em campo.
“Temos que identificar para onde a partida está nos levando para que a gente consiga retomar o controle. Uma hora ou outra, a gente vai perder o controle, a cabeça, e temos que retomar rapidamente para voltar ao jogo e se conter em relação às emoções que um jogo de futebol pode nos proporcionar”, afirmou.
Apesar do nervosismo demonstrado no clássico, o Atlético tem se mostrado um time tranquilo em 2018. As expulsões de Otero e Patric foram as primeiras do time na temporada. Foram 42 cartões amarelos em 21 partidas, média de duas advertências por jogo.
Estado de Minas

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